06
jul
16

Sobre Dor e Sofrimento do livro: DEMONIO DO MEIO DIA

Existe uma expressão russa que diz: se você acorda sem sentir nenhuma dor, é porque está morto. Embora a vida não seja apenas dor, a experiência da dor, que é especial em sua intensidade, é um dos sinais mais seguros da força da vida.

Schopenhauer disse:
Imagine essa corrida transportada para uma Utopia onde tudo cresce sozinho e os perus voam de um lado para o outro já assados, onde os amantes se encontram sem
qualquer demora e possuem um ao outro sem qualquer dificuldade: em tal lugar certos homens morreriam de tédio ou se enforcariam, outros lutariam e se matariam,
e assim criariam para si mesmos mais sofrimento do que a natureza inflige a eles. […] O polo oposto do sofrimento [é] o tédio.”

 

Ninguém pode fazer nada a não ser pedir ajuda (se é que pode fazer isso) nas mais baixas profundezas de uma grande depressão, mas, uma vez que a ajuda é oferecida, ela também precisa ser aceita.

Ouça as pessoas que amam você. Acredite que vale a pena viver por elas, mesmo que você não acredite nisso.
Busque as lembranças que a depressão afasta e projete-as no futuro. Seja corajoso, seja forte, tome seus remédios.
Faça exercícios, porque isso lhe fará bem, mesmo que cada passo pese uma tonelada.
Coma mesmo quando sente repugnância pela comida.
Seja razoável consigo mesmo quando você tiver perdido a razão.
Esse tipo de conselho é lugar-comum e soa bobo, mas o caminho mais certo para sair da depressão é não gostar dela e não se acostumar com ela. Bloqueie os terríveis pensamentos que invadem a mente.

 

As taxas crescentes de depressão são sem dúvida uma consequência da modernidade.
O ritmo da vida, o caos tecnológico, a alienação das pessoas, o colapso da estrutura familiar, a solidão endêmica, o fracasso dos sistemas de crença (religioso, moral, político, social — qualquer coisa que parecia outrora dar significado e direção à vida) têm sido catastróficos.

 

 

29
jun
16

Filosofia para o dia a dia – NIETZSCHE PARA ESTRESSADOS

NIETZSCHE PARA ESTRESSADOS é um manual inteligente, provocador e estimulante que reúne 99 máximas do gênio alemão e sua aplicação prática a várias situações do dia a dia. A filosofia de Nietzsche é de grande utilidade na busca de uma solução para uma série de problemas, tanto na vida pessoal quanto na profissional.

Este breve curso de filosofia cotidiana foi criado para nos auxiliar naqueles momentos em que precisamos tomar decisões, recuperar o ânimo, encontrar o caminho certo quando estamos perdidos e relativizar a importância dos fatos da vida. É indicado para pessoas que procuram inspiração no pensamento do filósofo mais influente da era moderna para combater as angústias e os medos dos dias de hoje.
Cada capítulo é iniciado por um aforismo desse grande pensador, seguido de uma interpretação atual que nos ajuda a alcançar o bem-estar.
No final, há um anexo que explica o valor terapêutico da filosofia e suas aplicações no cotidiano. Conheceremos o trabalho dos filósofos terapeutas, popularizado pelo livro Mais Platão, menos Prozac, de Lou Marinoff, e entenderemos como máximas dos pensadores de todos os tempos podem oferecer uma ajuda da melhor qualidade.

Antes de conhecer seus pensamentos, saiba um pouco sobre a vida do grande mestre.

Friedrich Wilhelm Nietzsche nasceu em 1844, na cidade alemã de Röcken. Seu pai era pastor evangélico e faleceu quando o filho tinha 5 anos. O menino cresceu em um ambiente de pietismo protestante dominado por mulheres.

Após frequentar um internato, onde foi apresentado à Antiguidade grega e romana, estudou filosofia clássica nas universidades de Bonn e Leipzig. Nessa última, entrou em contato com as ideias de Schopenhauer e com a música de Wagner, compositor que admirava e que mais tarde conheceria pessoalmente.

Em 1869, com apenas 25 anos, Nietzsche já era professor de filologia clássica na Universidade da Basileia. No entanto, sua atividade docente foi interrompida em 1870, quanto estourou a Guerra Franco-Prussiana.

Nietzsche participou do conflito como enfermeiro, até ser obrigado a abandonar o front por causa de uma disenteria, da qual nunca se recuperou totalmente.

Em 1881, conheceu Lou Andreas Salomé, mulher por quem se apaixonou perdidamente mas que acabaria se casando com um amigo seu.
A rejeição ajudou a consolidar sua proverbial misoginia.

Obrigado a se aposentar prematuramente por conta de sequelas da doença, Nietzsche viveu na Riviera francesa e no norte da Itália, lugares que considerava ideais para pensar e escrever.

Sozinho e frustrado por suas obras não alcançarem a acolhida desejada, foi vítima de seus primeiros acessos de loucura em 1889, quando morava em Turim e estava praticamente cego.

Após longas temporadas internado em clínicas da Basileia e de Jena, Nietzsche passaria o fim da vida na casa da mãe, que cuidou dele até morrer, deixando-o ao encargo da irmã. Nietzsche faleceu em 1900.

Seu ambicioso legado filosófico até hoje não perdeu o poder inspirador e instigante.

1 – Quem tem uma razão de viver é capaz de suportar qualquer coisa

QUANDO PERDEMOS DE VISTA nossos objetivos fundamentais, somos dominados pelo estresse e pela desorientação.

A sensação de “trabalhar muito para nada” e o esgotamento que dificulta a concentração podem ser combatidos com a definição de uma meta clara, que ofereça sentido ao que estamos fazendo nos bons e nos maus momentos.

Para o psicólogo Viktor Frankl, se o indivíduo encontra um sentido para sua vida, é capaz de superar a maior parte das adversidades.

A logoterapia, criada por ele, busca exatamente isto: em vez de escavar o passado do paciente, tenta explorar o que é possível fazer com o que ele tem aqui e agora. Em outras palavras, devemos encontrar um motivo para nos levantar da cama todas as manhãs.

O problema de muitas pessoas insatisfeitas com sua existência é que elas não pensam na vida que gostariam de viver.
E a primeira condição para encontrar-se é saber aonde se quer chegar.

Como fez Frankl meio século mais tarde, Nietzsche destaca a importância de se buscar uma “razão de viver”.
Quando nossa vida se torna plena de sentido, de uma hora para outra os esforços já não são cansativos, e sim passos necessários em direção à meta que estabelecemos.

2 – O destino dos seres humanos é feito de momentos felizes e não de épocas felizes

A FELICIDADE É FRÁGIL E VOLÁTIL, pois só é possível senti-la em certos momentos.
Na verdade, se pudéssemos vivenciá-la de forma ininterrupta, ela perderia o valor, uma vez que só percebemos que somos felizes por comparação.

Após uma semana de céu nublado, um dia de sol nos parece um milagre da Criação.
Do mesmo modo, a alegria aparenta ser mais intensa quando atravessamos um período de tristeza.
Os dois sentimentos se complementam, pois, da mesma forma que a melancolia não é eterna, não poderíamos suportar 100 anos de felicidade.

Imaginar que temos obrigação de ser felizes o tempo todo e em todo lugar é um grande fator de estresse na sociedade moderna.
A negação da tristeza dispara o consumo de antidepressivos e a busca de psicoterapias e nos leva a adquirir coisas de que não precisamos.
Não exibir um sorriso permanente parece ser motivo de vergonha.

Contra essa perspectiva falsa e infantil, Nietzsche nos lembra que a felicidade vem em lampejos e que tentar fazer com que ela dure para sempre é aniquilar esses lampejos que nos ajudam a seguir em frente no longo e tortuoso caminho da vida.

3 – Nós nos sentimos bem em meio à natureza porque ela não nos julga

NÓS, SERES HUMANOS DO SÉCULO XXI, estamos “desnaturalizados” e isso muitas vezes nos faz parecer extraterrestres em nosso próprio planeta. Mesmo acreditando que a cultura e a civilização tenham suprido nossa porção mais animal e instintiva, ainda precisamos manter contato com o mundo natural.

Para tratar quadros de ansiedade que nascem do excesso de trabalho e de uma longa permanência na selva de pedra, escapadas de dois ou três dias para a natureza podem ser mais eficientes do que a ingestão de medicamentos.

Ao sentir o cheiro de terra fresca, o ar limpo e o silêncio, que só é quebrado pelas pequenas criaturas ao redor, reencontramos nossa essência por tanto tempo abandonada.

Como diz Nietzsche, na cidade precisamos representar um papel porque estamos muito preocupados com o que pensam de nós. Mas, ao voltar à natureza, podemos nos dar ao luxo de sermos nós mesmos. Não precisamos nos vestir bem, falar ou atuar de maneira especial. Basta nos deixarmos levar pelo mundo natural em direção ao nosso interior, onde um manancial de tranquilidade nos espera.

4 – Precisamos pagar pela imortalidade e morrer várias vezes enquanto estamos vivos

NIETZSCHE SUGERE QUE NÃO HÁ apenas uma morte ao longo da existência humana. No decorrer da vida, vamos vencendo etapas e devemos morrer – simbolicamente – para podermos nascer no estágio seguinte.

Essa transição de uma vida a outra é o que as tribos mais ligadas à terra chamam de “rito de passagem”, um momento que nossa civilização vem abandonando.

O antropólogo catalão J. M. Fericgla comenta o assunto: Sem entrar no mérito da religião, a primeira comunhão era tradicionalmente um rito de iniciação: uma porta simbólica que conduzia da infância à puberdade. Os meninos ganhavam suas primeiras calças compridas após a cerimônia, transformando- -se em homenzinhos. Isso coincidia com a permissão para sair à rua sozinhos, mesmo que apenas para comprar pão. O padrinho costumava abrir uma conta-corrente no nome do afilhado.

Também no momento da primeira comunhão os meninos ganhavam seu primeiro relógio, o que significava um controle adulto do tempo.

Um bom exercício para tomar consciência das vidas que existem dentro de nossa vida é fazer uma relação das etapas que já superamos e verificar se houve algum rito de passagem entre uma e outra. Depois podemos perguntar a nós mesmos: “Qual é a próxima vida em que quero nascer?”

5 – O valor que damos ao infortúnio é tão grande que, se dizemos a alguém “Como você é feliz!”, em geral somos contestados

NÃO É LUGAR-COMUM DIZER que os povos aparentemente mais primitivos demonstram ser mais felizes que a sociedade ocidental contemporânea. Muitos se perguntam como pessoas que não têm nada ou quase nada podem ser mais bem-humoradas do que outras que trabalham para acumular todo tipo de bens.

Será que a contestação, como diz Nietzsche, é uma marca de nossa civilização?

Nas conversas típicas do ambiente de trabalho, nos bares e nos restaurantes as queixas são intermináveis: reclamamos das taxas de juros, do custo de vida, do ruído e da poluição que assolam as grandes cidades. Talvez não estejamos fazendo nada para remediar esses fatores, mas gostamos de nos queixar, o que acaba gerando angústia e estresse.

O estresse não nasce das circunstâncias externas, mas da interpretação que fazemos delas. Talvez o segredo da felicidade seja deixar de nos preocuparmos com fatores e estatísticas que não dependem de nós e nos divertirmos mais.

6 – Nosso tesouro está na colmeia de nosso conhecimento. Estamos sempre voltados a essa direção, pois somos insetos alados da natureza, coletores do mel da mente

COMO SCHOPENHAUER, NIETZSCHE em sua juventude se interessou pelas várias filosofias que florescem na Índia.

Herdeiro de uma longa tradição espiritual voltada ao conhecimento pessoal, Ramana Maharshi talvez tenha sido o último “grande guru” a trabalhar com o instrumento que nos torna humanos: a mente.

Ramana estimulava seus discípulos a perguntarem a si mesmos: “Quem sou eu?” Quando soube que tinha câncer, tranquilizou-os dizendo: “Não vou a lugar nenhum. Para onde poderia ir?”

Aqui Nietzsche compara a conquista da mente a uma abelha voando em direção à colmeia para colher o mel mais puro. Maharshi descrevia da seguinte forma a viagem às profundezas do nosso interior:

Assim como o pescador de pérolas prende uma pedra na cintura e desce ao fundo do mar para buscá-las, cada um de nós deve se munir de desapego, mergulhar dentro de si mesmo e encontrar sua pérola.

Para encontrar essa pérola não é preciso peregrinar à Índia nem se entregar a complexos exercícios espirituais. Basta olharmos tranquilamente para o nosso interior.

7 – A palavra mais ofensiva e a carta mais grosseira são melhores e mais educadas que o silêncio

A MAIOR PARTE DAS GUERRAS PSICOLÓGICAS é iniciada mais pelo que não se diz do que pelo que se diz.

Vamos imaginar uma cena: A está chateado com B e parou de falar com B desde que este se esqueceu de lhe dar os parabéns pelo aniversário. A deveria ter dito: “Você não sabe que dia foi ontem?”, mas, como ficou magoado com a falta de atenção do amigo – que, na realidade, foi apenas um esquecimento –, resolveu pagar na mesma moeda: o silêncio. B acabou se chateando com A, que de uma hora para outra deixou de atender seus telefonemas e, quando conseguiram se falar, não se mostrou nada gentil.

São comportamentos infantis, porém muito mais comuns do que se imagina. Quantos casais brigam por mal-entendidos que duram dias ou meses até serem esclarecidos? A falta de comunicação também está na origem de muitos conflitos vividos no ambiente de trabalho.

Não dizer as coisas a tempo é um importante fator de estresse no mundo tumultuado em que vivemos, pois possibilita interpretações equivocadas que acabam pesando contra nós.

Nietzsche, que não tinha papas na língua, afirma que é melhor expressar nossos sentimentos – mesmo sem encontrar as palavras adequadas – do que ofender com o silêncio.

8 – Nossa honra não é construída por nossa origem, mas por nosso fim

COMO JÁ DISSEMOS, AS PESSOAS mais felizes e realizadas são as que sabem aonde querem chegar e têm metas. Podemos alcançar nossos objetivos de forma mais ou menos efi caz, mas o fato de ntermos vivido em função de algo acrescenta um valor inestimável à nossa existência.

Quando enxergamos a vida dessa maneira, nossa origem humilde e os erros que porventura tenhamos cometido no caminho perdem a importância. Como diz o Corão: “A Deus não importa o que você foi, mas o que será a partir deste momento.”

Para ver com clareza e atuar de forma coerente, precisamos de algo parecido com um roteiro pessoal. Experimente o seguinte exercício:

1. Pegue uma folha de papel e trace nela uma linha vertical.

2. Escreva à esquerda um resumo do que foi sua vida até hoje.

3. À direita, descreva o caminho que gostaria que ela tomasse a partir deste momento.

4. Logo abaixo, anote os passos necessários para seguir em frente com seu roteiro. E mãos à obra!

9 – O homem que imagina ser completamente bom é um idiota

SE A CONSCIÊNCIA NOS TORNA HUMANOS, a imperfeição também é um traço distintivo de nossa espécie. Passamos mais tempo reparando erros do que construindo coisas de valor.

Assumir essa característica da nossa condição nos ajuda a ser humildes e, o que é mais importante, nos faz tomar consciência de quanto ainda precisamos nos aprimorar. Todo fracasso ou erro nos ensina como fazer melhor.

As pessoas mais inflexíveis e perfeccionistas sofrem as consequências de seus atos imperfeitos. Se algo dá errado, costumam colocar a culpa nos outros e ficam descontrolada quando alguém mostra qualquer falha que possam ter cometido.

Nietzsche nos dá o seguinte conselho: é inútil querermos ser bons o tempo todo e fazer tudo certo – o que importa é estarmos dispostos a fazer um pouco melhor hoje do que fi zemos ontem.

A palavra japonesa wabi-sabi define a arte da imperfeição: no que é incompleto, irregular e antigo existem vida e beleza, pois aí está contido o desejo que a natureza tem de aprimorar a si mesma.

10 – As pessoas que nos fazem confidências se acham automaticamente no direito de ouvir as nossas

OS JORNALISTAS SABEM QUE informação é poder. Por isso é importante medir o que dizemos e, sobretudo, a quem dizemos.

Às vezes encontramos pessoas que rompem imediatamente o protocolo e nos transformam em parte integrante de suas vidas.

Mas o que pode ser entendido como um ato de confiança também envolve riscos: quando nos transformam em seus confidentes, esses indivíduos nos incluem em seu círculo íntimo e nos obrigam a acompanhar sua evolução pessoal. Dito de outra forma: nós nos transformamos em espectadores forçados de um mundo pessoal que até então desconhecíamos.

Além da pressão gerada por ouvir confi dências, há o perigo do qual nos previne Nietzsche: o outro pode estar esperando de nós uma atitude de confiança semelhante para, assim, completar o círculo iniciado por ele.

Por tudo isso, é importante sermos cuidadosos ao escutar – reservando o entusiasmo para as pessoas mais íntimas – e ainda mais cuidadosos ao falar.

 

99 aforismos compilados por Allan Percy.:

1 — Quem tem uma razão de viver é capaz de suportar qualquer coisa.
2 — O destino dos seres humano é feito de momentos felizes e não de épocas felizes.
3 — Nós nos sentimos bem em meio à natureza porque ela não nos julga.
4 — Precisamos pagar pela imortalidade e morrer várias vezes enquanto estamos vivos.
5 — O valor que damos ao infortúnio é tão grande que, se dizemos a alguém “Como você é feliz!”, em geral somos contestados.
6 — Nossos tesouro está na colmeia de nosso conhecimento. Estamos sempre voltados a essa direção, pois somos insetos alados da natureza, coletores do mel da mente.
7 — A palavra mais ofensiva e a carta mais grosseira são melhores e mais educadas que o silêncio.
8 — Nossa honra não é construída por nossa origem, mas por nosso fim.
9 — O homem que imagina ser completamente bom é um idiota.
10 — As pessoas que nos fazem confidências se acham automaticamente no direito de ouvir as nossas.
11 — Precisamos amar a nós mesmos para sermos capazes de nos tolerar e não levar uma vida errante.
12 — Só quem constrói o futuro tem o direito de julgar o passado.
13 — Alegrando-se por nossa alegria, sofrendo por nosso sofrimento — assim se faz um amigo.
14 — Não devemos ter mais inimigos que as pessoas dignas de ódio, mas tampouco devemos ter inimigos dignos de desprezo. É importante nos orgulharmos de nossos inimigos.
15 — O sucesso sempre foi um grande mentiroso.
16 — O homem é algo a ser superado. Ele é uma ponte, não um objetivo final.
17 — Falar muito de si mesmo pode ser uma forma de se ocultar.
18 — As pessoas nos castigam por nossas virtudes. Só perdoam sinceramente nossos erros.
19 — O reino dos céus é uma condição do coração e não algo que cai na terra ou que surge depois da morte.
20 — O homem é, antes de tudo, um animal que julga.
21 — A melhor arma contra o inimigo é outro inimigo.
22 — Os maiores êxitos não são os que fazem mais ruído e sim nossas horas mais silenciosas.
23 — O indivíduo sempre lutou para não ser absorvido por sua tribo. Se fizer isso, você se verá sozinho com frequência e, às vezes, assustado. Mas o privilégio de ser você mesmo não tem preço.
24 — Quem é ativo aprende sozinho.
25 — Nossas opiniões são a pele na qual queremos ser vistos.
26 — Não há razão para buscar o sofrimento, mas, se ele surgir em sua vida, não tenha medo: encare-o de frente e com a cabeça erguida.
27 — A razão começa na cozinha.
28 — O futuro influi no presente da mesma maneira que o passado.
29 — Não deveríamos tentar deter a pedra que já começou a rolar morro abaixo; o melhor é dar-lhe impulso.
30 — A maneira mais eficaz de corromper o jovem é ensiná-lo a admirar aqueles que pensam como ele e não os que pensam de forma diferente.
31 — Toda queixa contém em si uma agressão.
32 — No amor sempre existe algo de loucura e na loucura sempre existe algo de razão.
33 — Quem deseja aprender a voar deve primeiro aprender a caminhar, a correr, a escalar e a dançar. Não se aprende a voar voando.
34 — Quem luta contra monstros deve ter cuidado para não se transformar em um deles.
35 — São muitas as verdades e, por esse motivo, não existe verdade alguma.
36 — A mentira mais comum é a que o homem usa para enganar a si mesmo.
37 — Deveríamos considerar perdido o dia em que não dançamos nenhuma vez.
38 — Há mais sabedoria no seu corpo do que na sua filosofia mais profunda.
39 — Se ficar olhando muito tempo para o abismo olhará para você.
40 — As posições extremas não são seguidas de posições moderadas, e sim de posições contrárias.
41 — Preciso de companheiros, mas de companheiros vivos, não de cadáveres que eu tenha que levar nas costas por toda parte.
42 — Eis a tarefa mais difícil: fechar a mão aberta do amor e ser modesto como doador.
43 — A arrogância por parte de quem tem mérito nos parece mais ofensiva que a arrogância de quem não o tem: o próprio mérito é ofensivo
44 — Todos os grandes pensamentos são concebidos ao se caminhar.
45 — Quem não sabe guardar suas opiniões no gelo não deveria entrar em debates acalorados.
46 — Dois grandes espetáculos são muitas vezes suficientes para curar uma pessoa apaixonada.
47 — Quem declara que o outro é idiota fica chateado quando, no final, descobre que isso não é verdade.
48 — Amigos deveriam ser mestres em adivinhar e calar: não se deve querer saber tudo.
49 — Usar as mesmas palavras não é garantia de entendimento. É preciso ter experiências em comum com alguém.
50 — Estava só e não fazia outra coisa além de encontrar-se consigo mesmo. Então, aproveitou sua solidão e pensou em coisas muito boas por várias horas.
51 — A potência intelectual de um homem se mede pelo humor que ele é capaz de manifestar.
52 — Gosto dos valentes, mas não basta ser um espadachim: também é preciso saber a quem ferir. E, muitas vezes, abster-se demonstra mais bravura, reservando-se para um inimigo mais digno.
53 — De que vale o ronronar de alguém que não sabe amar, como um gato?
54 — Para chegar a ser sábio, é preciso querer experimentar certas vivências. Mas isso é muito perigoso. Mais de um sábio foi devorado nessa tentativa.
55 — O cérebro verdadeiramente original não é o que enxerga algo novo antes de todo mundo, mas o que olha para coisas velhas e conhecidas, já vistas e revistas por todos, como se fossem novas. Quem descobre algo é normalmente este ser sem originalidade e sem cérebro chamado sorte.
56 — Quem não dispõe de dois terços do dia é um escravo.
57 — O melhor meio de ajudar pessoas muito confusas e deixá-las mais tranquilas é elogiá-las de forma veemente.
58 — O homem amadurece quando reencontra a seriedade que demonstrava em suas brincadeiras de criança.
59 — Ninguém é tão louco que não possa encontrar outro louco que o entenda.
60 — Na maior parte das vezes que não aceitamos uma opinião, isso acontece por causa do tom em que ela foi manifestada.
61 — Acredito que os animais veem o homem como um ser igual a eles que perdeu, de forma extraordinariamente perigosa, a sanidade intelectual animal. Ou seja: veem o homem como um animal irracional, um animal que sorri, que chora, um animal infeliz.
62 — Antes de se casar, pergunte a si mesmo: serei capaz de manter uma boa conversa com essa pessoa até a velhice? Todo o resto é passageiro num matrimônio.
63 — É muito difícil os homens entenderem sua ignorância no que diz respeito a eles mesmos.
64 — Pobre do pensador que não é o jardineiro, mas apenas o canteiro de suas plantas.
65 — Um poeta escreveu em sua porta: “Quem entrar aqui me honrará. Quem não entrar me proporcionará um prazer”.
66 — A verdade é que amamos a vida não porque estamos acostumados a ela, mas porque estamos acostumados com o amor.
67 — O homem é a causa criativa de tudo o que acontece.
68 — Seus maiores bens são seus sonhos.
69 — Quem não sabe dar nada não sabe sentir nada.
70 — As ilusões são certamente prazeres dispendiosos, mas a destruição delas é mais dispendiosa ainda.
71 — A essência de toda arte bela, de arte grandiosa, é a gratidão.
72 — Não é raro encontrar cópias de grandes homens. E, como acontece com os quadros, a maior parte das pessoas parece mais interessada nas cópias do que nos originais.
73 — Quem não teve um bom pai deve procurar um.
74 — Os poços mais profundos vivem suas experiências lentamente: esperam um bom tempo até saberem o que caiu em suas profundezas.
75 — Quando temos muitas coisas para guardar nele, o dia tem 100 bolsos.
76 — Uma alma delicada se sente mal quando sabe que receberá agradecimentos. Uma alma grosseira se sente mal quando sabe que precisa agradecer a alguém.
77 — Não se pode odiar enquanto se menospreza. Não se pode odiar mais intensamente um indivíduo desprezado do que um igual ou superior.
78 — Quantos homens sabem observar? E, desses poucos que sabem, quantos observam a si próprios? “Cada pessoa é o ser mais distante de si mesmo.”
79 — A guerra emburrece o vencedor e deixa o vencido rancoroso.
80 — Cada mestre não tem mais que um aluno e esse aluno lhe será infiel, pois está predestinado a ser mestre também.
81 — O mundo real é muito menor que o mundo da imaginação.
82 — Se você for magoado por um amigo, diga a ele: “Eu o perdoo pelo que me fez, mas como poderia perdoá-lo pelo que fez a si mesmo?”
83 — A esperança é muito mais estimulante que a sorte.
84 — O que não nos mata nos fortalece.
85 — Quem vê mal sempre vê pouco. Quem escuta mal sempre escuta demais.
86 — Toda vez que me elevo, sou perseguido por um cachorro chamado Ego.
87 — Todo idealismo perante a necessidade é um engano.
88 — Você tem o seu caminho. Eu tenho o meu. O caminho correto e único não existe.
89 — Toda convicção é uma prisão.
90 — Nossa vida nos parece muito mais bonita quando deixamos de compará-la com as dos outros.
91 — As pessoas esquecem de seus erros depois de confessá-los ao outro, mas o outro normalmente não se esquece.
92 — Eis a fórmula da felicidade: um sim, um não, uma linha reta, uma meta.
93 — A melhor maneira de começar o dia é se comprometer a fazer feliz ao menos uma pessoa antes de o sol se pôr.
94 — A simplicidade e a naturalidade são o objetivo supremo e último da cultura.
95 — A vida não é muito curta para que fiquemos entediados?
96 — Não atacamos apenas para machucar o outro, para vencê-lo, mas, algumas vezes, pelo simples desejo de adquirir consciência de nossa força.
97 — Nossas carências são os melhores professores, mas nunca mostramos gratidão diante dos bons mestres.
98 — Quem fica remoendo alguma coisa se comporta de maneira tão tola quanto o cachorro que morde a pedra.
99 — O amor não é consolo — é luz.

 

28
jun
16

AULA GAITA by cifraclub

Tabela de tablatura de nível I

A = ASPIRAR
S = SOPRAR

Exercícios básicos

Depois que você estiver soprando e aspirando somente uma nota e segurando corretamente sua Gaita, poderemos iniciar o estudo dos exercícios básicos, propostos para melhorar a articulação das notas naturais do seu instrumento.

Estes exercícios foram divididos em 3 níveis diferentes:

– Nível I: Região média (orifícios 4 ao 7 )
– Nível II: Região aguda (orifícios 7 ao 10 )
– Nível III: Região grave (orifícios 1 ao 4 )

Exercícios e músicas
Exercicios Nivel I
( I )
4s 4a 5s 5a 6s 6a 7a 7s
7s 7a 6a 6s 5a 5s 4a 4s

( II )
4s 5s 6s 7s 7s 6s 5s 4s

( III )
4a 5a 6a 7a 8a 8a 7a 6a 5a 4a

( IV )
4s 4a 5s 4a 5s 5a 5s 5a 6s 5a 6s 6a 6s 6a 7a 6a 7a 7s 7s 7a 6a 7a 6a 6s 6a 6s 5a 6s 5a 5s 5a 5s 4a 5s 4a 4s

( V )
4s 7s 4s 7a 4s 6a 4s 6s 4s 5a 4s 5s 4s 4a 4s
MÚSICAS NIVEL I

When The Saint’s Go Marching In

4s 5s 5a 6s

4s 5s 5a 6s

4s 5s 5a 6s 5s 4s 5s 4a

5s 5s 4a 4s 4s 5s 6s 6s 5a

5s 5a 6s 5s 4s 4a 4s

Popeye

5s 6s 6s 6s 5a 5s 6s

6s 6a 5a 6a 7s 6a 6s

6s 6a 5a 6a 7s 7a 6a 6s 6a 6s 5s

5s 6s 6s 6s 5a 4a 4s

Oh, Susannah

4s 4a 5s 6s 6s 6a 6s 5s 4s

4a 5s 5s 4a 4s 4a

4s 4a 5s 6s 6s 6a 6s 5s 4s

4a 5s 5s 4a 4a 4s

5a 5a 6a 6a 6a 6s 6s 5s 4s 4a

4s 4a 5s 6s 6s 6a 6s 5s 4s

4a 5s 5s 4a 4a 4s

Nível- II

Região aguda

A região aguda começa no orifício 7 soprado e vai até o orifício 10 soprado. Nesta região a articulação entre as notas sopradas e aspiradas é diferente da região média. Esta mudança de articulação nos possibilita a execução quase completa da escala diatônica de Do maior, faltando apenas a nota Si (VII Grau) para a sua complementação.

Exercícios Nivel II

( I )
7s 8a 8s 9a 9s 10a 10s

10s 10a 9s 9a 8s 8a 7s
( II )
7s 8s 9s 10s 10s 9s 8s 7s
( III )
7a 8a 9a 10a 10a 9a 8a 7a
( IV )
7s 10s 7s 10a 7s 9s 7s 9a 7s 8s 7s 8a 7s

Flinstones

6s 4s 7s 6a 6s 4s

6s 5a 5s 5s 5a 6s 4s 4a 5s

6s 4s 7s 6a 6s 4s

6s 5a 5s 5s 5a 6s 4s 4a

5s 5a 6s 4s 4a

5s 5a 6s 4s 4a

5s 5a 6s 7s 8a 7s

Love Me Tender

6 s 7s 7a 7s 8a 6a 8a 7s 7a 6a 7a 7s

6s 7s 7a 7s 8a 6a 8a 7s 7a 6a 7a 7s

8s 8s 8s 8s 8s 8s 8s 8s 8a 7s 8a 8s

8s 8s 9a 8s 8a 6a 8a

7a 7a 6a 7a 7s

Noite Feliz

6s 6a 6s 5s

6s 6a 6s 5s

8a 8a 7a 7s 7s 6s

6a 6a 7s 7a 6a 6s 6a 6s 5s

6a 6a 7s 7a 6a 6s 6a 6s 5s

8a 8a 9a 8a 7a 7s 8s

7s 6s 5s 6s 5a 4a 4s

Shenandoah

3s 4s 4s 4s 4a 5s 5a 6a 6s

7s 7a 6a 6s 6a 6s 5s 6s

6s 6a 6a 6a 5s 6s 5s 4a 4s

3s 4s 3s 4s 6a 6s

4s 4a 5s 4s 4a 4s
Nível- III

Região grave

A região grave começa no orifício 1 soprado e vai até o orifício 4 soprado. Esta região é a mais complexa da Gaita, pois nela, além da mudança de articulação das notas sopradas e aspiradas faltam as notas Fá (IV Grau) e Lá (VI Grau) para completar a escala diatônica de Do maior.

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Caso você tenha dificuldades com as notas aspiradas da região grave, principalmente a nota Sol (G) do orifício dois aspirado, tome as seguintes providências:
* Respire pelo diafragma e não pela extremidade do pulmão;
* Envolva a Gaita com os lábios, de modo que somente a parte interior dos lábios (úmida) toque o instrumento;
* Não tencione os lábios;
* Mantenha a boca levemente aberta, deixando um espaço entre os maxilares superior e inferior;
* Não chupe as notas, tente respirar através da Gaita.
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Exercícios Nivel III

( I )

1s 1a 2s 2a 2a 2s 1a 1s

( II )

2s 2a 2a 2s 2s 2a 2a 2s

( III )

1s 2s 3s 4s 4s 3s 2s 1s

( IV )

1a 2a 3a 4a 4a 3a 2a 1a

( V )

1s 1a 2s 2a 3a 4s 4s 3a 2a 2s 1a 1s

Músicas Nivel III

Camptown Races

6s 6s 6s 5s 6s 6a 6s 5s

5s 4a 5s 4a

6s 6s 6s 5s 6s 6a 6s 5s

4a 5s 4a 4s

4s 4s 5s 6s 7s 6a 6a 7s 6a 6s

6s 6s 6s 5s 6s 6a 6s 5s

4a 5s 4a 4s
Michael Row The Boat Ashore

4s 5s 6s 5s 6s 6a 6s

5s 6s 6a 6s

5s 6s 6s 5s 5a 5s 4a 4s 4a 5s 4a 4s

28
jun
16

História da Gaita Diatônica (by Cifraclub)

Tamanho nunca foi documento. Pequena em dimensão, ela possui uma infinidade de sons. A primeira vista, um membro da grande família de Gaitas, que inclui instrumentos graves, de acordes, afinadas em oitavas, com trêmolo, Gaitas Cromáticas e algumas que fazem o papel do contra baixo em Orquestras de Gaita (no Brasil existe a Orquestra Harmônica de Curitiba, que foi criada em 1979 por Ronald Silva e Eduardo Pereira), e muitos outros modelos estranhos.

Com a mesma forma por mais de 150 anos, a gaita tem sido usada com sucesso numa grande série de contextos musicais, embora já tenha sido marginalizada e até tratada como brinquedo. Atualmente atingiu um grande sucesso e adquiriu categoria de instrumento musical sério. Isto pode ser verificado em várias gravações, trilhas de filmes e comerciais de TV; mas vamos falar de sua história:

A gaita ou Harmônica como nós a conhecemos hoje, foi inventada na Alemanha no Século XVIII.Contudo o conceito de um instrumento com palhetas livres possa ser encontrado há milhões de anos na China e sudeste da Ásia.

Foi em Berlim, em 1821, que Friedrich Bushman, aos 16 anos inventou a AURA, para estudar a influência da corrente de ar no som. Sua invenção era essencialmente um conjunto de quinze diapasões, todas notas sopradas,conectados a uma armação de metal.

Alguns anos depois, um produtor de instrumentos em Bohemia, chamado Richter, melhorou o design da desajeitada Aura. Ele fez uma estrutura de 20 notas, dentro de dez orificios, ou seja 10 notas sopradas e 10 notas aspiradas, estas mudanças somado a estrutura do instrumento foi verdadeiramente a primeira gaita ou harmônica como nós a conhecemos hoje.

Em 1827, um relojoeiro chamado Christian Messner começou a fazer harmônicas como uma linha opcional, na pequena cidade de Trossing, Alemanha.Em breve vários outros relojoeiros da área, muitos deles parentes de Messner, estavam tambem produzindo harmônicas como um negócio opcional.

Mas nesta mesma cidade, um jovem relojoeiro de 24 anos chamado Mattias Hohner, resolveu produzir harmônicas como seu principal negócio, produzindo assim 650 instrumentos no primeiro ano. O que distinguia Hohner dos outros fabricantes daquela época era a alta qualidade dos instrumentos aliada a uma grande visão de marketing, pois todas as gaitas fabricadas por ele tinha sua marca estampada.

Em 1888 as gaitas Hohner foram para os EUA e foram largamente distribuídas, sem dúvida por serem baratas, pequenas e fácil de se tocar. Talvez por essa razão, elas foram tão bem recebidas entre a população negra. Ainda hoje a Hohner é o mais influente fabricante de gaitas, já tendo produzido cerca de 1.500 modelos diferentes de harmônicas. O mais caro foi fabricado fora de série, especialmente para o Papa Pio XI, todas as peças de metal, com exceção das palhetas eram de ouro maciço. Um dos modelos mais curiosos era acompanhado de um cordão para que os africanos, que não usam bolsos, pudessem pendurá-las no pescoço.

No Brasil, a história da gaita começa em agosto de 1923, um imigrante alemão chamado Alfred Hering, fundou a empresa Gaitas Alfred Hering em Blumenau – Santa Catarina, e começou a produzir as Harmônicas Hering.

Historia Hering

Após a morte do Sr. Hering, em meados de 1960, a empresa foi vendida para M. Hohner Company, de Trossing, Alemanha. Muita tecnologia foi trazida da Alemanha e introduzida no Brasil,melhorando assim cada vez mais a qualidade do instrumento.Em 1979, um grupo de brasileiros comprou a Hering e M. Hohner deixou o Brasil.

Atualmente sob a direção de Alberto Bertolazzi, e com o nome de “Fábrica de Harmônicas Catarinense S/A, ainda com sede em Blumenau – Santa Catarina, a companhia está engajada em modernizar e aperfeiçoar a qualidade de seus instrumentos com a ajuda de vários gaitistas brasileiros, principalmente da Orquestra Harmônica de Curitiba A Hering vem impondo um alto nível de desenvolvimento, atingindo assim uma qualidade internacional, sendo exportada para América Latina, Estados Unidos e Europa.

28
fev
16

A cegueira de todos nós

Imagine que você está caminhando por uma calçada com os braços cheios de mantimentos e alguém tromba com você. Você cai e seus mantimentos se espalham pelo chão. Levantando-se da poça de ovos quebrados e suco de tomate, você está prestes a gritar, “Seu idiota! O que há de errado com você? Você é cego?” Mas antes mesmo de conseguir recuperar o fôlego para falar, você vê que a pessoa que trombou com você é realmente cega. Ela também está esparramada por sobre os mantimentos. A sua raiva desaparece em um instante, e é substituída por uma preocupação: “Você está ferido? Posso ajudá-lo? ”

Nossa situação é assim. Quando percebemos claramente que a fonte de sofrimento e angústia do mundo todo é uma profunda cegueira, que nos impede de reconhecer que as aflições mentais são os nossos reais inimigos, conseguimos abrir as portas da sabedoria e da compaixão. E aí então, estaremos em condições de curar nós mesmos e os outros.

~ Alan Wallace

http://equilibrando.me/tag/alan-wallace/

08
jan
16

Troca de Trabalho por Hospedagem

Ferramentas mais conhecidas para o “Exchange”

Workaway – É um site criado para promover a troca entre viajantes de baixo orçamento que estão em busca de ajuda com uma série de atividades variadas e interessantes. A filosofia deles é: ” poucas horas de trabalho honesto por dia em troca de comida e alojamento e uma oportunidade de aprender sobre o estilo de vida local e da comunidade, com simpáticos anfitriões em situações e ambientes variados”.

Worldpackers –  É uma ferramenta que possibilita viajantes encontrarem hospedagem de graça em diversas partes do mundo em troca de trabalho voluntário em hostels. O slogan deles é: “Travel experiences money can’t buy” (Experiências de viagem que o dinheiro não pode comprar).

World Wide Opportunities on Organic Farms – WWOOF – Programa para os interessados em vida no campo e produção orgânica, permite aos participantes participarem dos projetos da rede mundial, presente em vários países. Os participantes têm a chance de aprender sobre cultivo orgânico e biodinâmico de alimentos em atividades que incluem preparar a terra, plantar sementes, cuidar dos animais da fazenda, ordenhar vacas, entre outros.

 

Uma dica para conhecer algumas ofertas é o portal HelpX, iniciativa do inglês Rob Prince, que esteve um bom tempo viajando pela Oceania pagando suas estadias com horas de trabalho e que, anos mais tarde sofreu um acidente de parapente que o deixou com mobilidade limitada. O tempo de recuperação foi o impulso para criação do site. Hoje, recuperado Rob voltou a viajar e em suas andanças busca parceiros para o HelpX.

Trabalho em Hostel:

 

Paraty-RJ

 

08
jan
16

Walden – A vida nos bosques

Em julho de 1845, desgostoso com o crescente comercialismo e industrialismo da sociedade americana, Henry David Thoreau (1817 – 1862) deixou Concord, Massachusetts, sua cidade natal, para instalar-se à beira do Lago Walden. Publicado primeiramente em 1854 com o título Walden ou A vida nos bosques, este é o relato de dois anos, dois meses e dois dias em que o autor viveu apartado da sociedade dos homens, suprindo as próprias necessidades, estudando, contemplando a natureza e conhecendo-se a si mesmo.

A maneira do Homo americanus  de ver o mundo à sua volta e a si próprio nunca mais seria a mesma. No testamento ético-espiritual que é Walden (“O universo é maior do que as visões que temos dele.”) beberiam todos os grandes nomes das letras e da cultura norte-americana, desde o transcendentalista Ralph Waldo Emerson aos autores beat e da contracultura do século XX, além de figuras revolucionárias como Gandhi e Martin Luther King.

walden

Livro em pdf: http://www.libertarianismo.org/livros/hdtwoavnb.pdf

Ana (sitio guayi) me disse que esse foi o livro que a inspirou na “mudança”.

Outro documento de Thoureau é o “Andar a pé

“Em todo o decurso da minha vida só encontrei uma ou duas pessoas que compreendiam a arte de andar, isto é, de dar passeios a pé….. Mas o andar de que falo eu, nada tem que ver com exercício, nem a isso se destina, não é como remédio que os doentes tomam a determinadas horas….É antes o motivo e a aventura do dia….Viver muito ao ar livre, no sol e no vento, não gera, de modo algum, certa aspereza de caráter, mas sim uma cutícula mais espessa que cobre as mais belas qualidades da nossa natureza….”

Livro em pdf: http://www.ebooksbrasil.org/adobeebook/andarape.pdf




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