15
maio
18

Da Servidão Moderna

A servidão moderna é uma escravidão voluntária, consentida pela multidão de escravos que se arrastam pela face da terra. Eles mesmos compram as mercadorias que os escravizam cada vez mais. Eles mesmos procuram um trabalho cada vez mais alienante que lhes é dado, se demonstram estar suficientemente domados. Eles mesmos escolhem os mestres a quem deverão servir. Para que esta tragédia absurda possa ter lugar, foi necessário tirar desta classe a consciência de sua exploração e de sua alienação. Aí está a estranha modernidade da nossa época. Contrariamente aos escravos da antiguidade, aos servos da Idade média e aos operários das primeiras revoluções industriais, estamos hoje em dia frente a uma classe totalmente escravizada, só que não sabe, ou melhor, não quer saber. Eles ignoram o que deveria ser a única e legítima reação dos explorados. Eles não conhecem a rebelião, que deveria ser a única reação legítima dos explorados. Aceitam sem discutir a vida lamentável que se planejou para eles. A renúncia e a resignação são a fonte de sua desgraça.

 

10:45 – “O que vem a ser alimento para um, é veneno para outro” Paracelso

É quando se alimenta que o escravo moderno ilustra melhor o estado de decadência em que se encontra.
Dispondo de um tempo cada vez mais limitado para preparar a comida que engorgita, ele se ve obrigado a engolir rápido o que a industria agroquímica produz.
Errando pelos supermercados a procura dos substitutos que a sociedade da falsa abundancia consente em dar-lhe, só lhe resta a ilusão da escolha, a abundância dos produtos alimentícios apenas dissimula sua degradação e sua falsificação, não são mais que organismos geneticamente modificados, uma mistura de colorantes e conservantes, de pesticidas, de hormônios e outras tantas invenções da modernidade.
O prazer imediato é a regra de todo modo de alimentação dominante, também é a regra de todas as formas de consumo, e as consequências que ilustram essa forma de alimentação, se veem em todas as partes. ”

12:14 – Mas afrente a indigencia da maioria que o homem ociental goza de sua posição e de seu consumo frenético, em vista disso a miséria está em todos os lados, onde reina a sociedade totalitária mercante, a escassez é o reverso da moeda da falsa abundância. E no sistema que promove a desigualdade como critério de progresso, mesmo se a produção agroquímica é suficiente para alimentar a totalidade da população mundial, a fome nunca deverá desaparecer.

13:07 – “Estão convencidos, de que o homem, espécie pecadora por excelência, domina a criação. Como se as outras criaturas tivessem sido criadas apenas para servir lhes a comida, a roupa, para serem martirizadas e exterminadas”

13:25 – A outra consequência da falsa abundância alimentícia, é a generalização das usinas de concentração e exterminação massiva e barbara das espécies que servem de alimento aos escravos. Esta é a real essência do modo de produção dominante. A vida e a humanidade não resistem diante do desejo de proveito de certos individuos.

15:34 – “Que triste é pensar que a natureza fala e que a espécie humana não escuta” Victor Hugo

 

Assista !

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09
maio
18

Os 12 Passos para a Transição – Transition Towns

Os 12 Passos para a Transição
Para que seja possível que cada vez mais cidades entrem para o movimento o seu fundador Rob Hopkins elaborou o que passou a ser chamado de os 12 passos para a transição e os apresentou no seu livro “The Transition Hand Book” (“Livro de Bolso da Transição”).

1 – Grupos
Para que as iniciativas do Transition Towns possam começar a ser implantadas é importante que se formem grupos na sociedade em que se façam discussões a respeito de ações que podem ser tomadas com o objetivo de reduzir o consumo de energia pela sociedade.

Trata-se de uma iniciativa em que se criam grupos para falar para as pessoas a respeito das consequências do fim da existência do petróleo bem como do aquecimento global. Com isso se tem como chamar a atenção das pessoas para questões como a mudança climática, redução de carbono entre outras questões tão fundamentais.

2 – Alianças
Por meio dessas reuniões e desses grupos será possível criar redes de contato, na internet e no mundo real com o objetivo de poder realizar as mudanças.

3 – Ideias
Compreender que nem tudo precisa ser criado do zero é importante para que tenham bons resultados, sendo assim deve-se aprender a observar as ideias de outras organizações bem como de iniciativas que já estejam em uso.

4 – Organização
Para que o movimento Transition Towns seja empregado com sucesso é importante que seja organizado para tal. Essa organização do lançamento pode acontecer entre seis meses e um ano depois que o número um tenha sido realizado.

5 – Subgrupos de Trabalho
Dividir o grupo em subgrupos contribui para que as pessoas possam olhar para as suas regiões específicas e assim encontrar formas de tornar a sociedade auto-suficiente e pronta para enfrentar e passar por choques externos como, por exemplo, falta de petróleo.

Os subgrupos poderão se concentrar em aspectos específicos do processo. Cada um desses pequenos grupos deverá desenvolver os seus meios próprios de trabalhar bem como as suas próprias atividades. Contudo, todos estarão ancorados no projeto como um todo.

6 – Eventos
O grupo deve fazer eventos em espaços abertos para que a sociedade como um todo possa acompanhar e deseje fazer parte dele

7 – Atividades
É interessante realizar atividades que ofereçam boas ações para a comunidade. As atividades ajudam a desfazer a impressão de que o projeto consiste apenas num grupo de discussões em que as pessoas dizem o que gostariam de mudar e que na verdade é um grupo de ação.

8 – Hábitos
Para que o movimento Transition Towns dê certo é necessário recuperar antigos hábitos como o de fazer encontros comunitários, ajudar os vizinhos com jardinagem entre outros.

9 – Relação Com o Governo
O movimento demanda também uma boa relação com o governo local para que seja possível estabelecer uma relação cooperativa entre o grupo e as autoridades.

10 – Saber Escutar
Um dos grandes problemas de hoje é que as pessoas não valorizam a experiência dos mais velhos, porém, entre as décadas de 1930 e 1960 as pessoas viviam sem petróleo que ainda não tinha grande importância. É necessário saber escutar essas pessoas que verdadeiramente sabem como viver sem esses produtos.

11 – Não Manipular o Processo
O movimento Transition Towns deve ser uma alternativa de possíveis respostas e não um livro mágico que encontra soluções para tudo. Dessa forma o movimento deve funcionar como um catalisador de ideias e não como uma forma de fazer com que todos sigam um plano pré-estabelecido.

12 – Redução de Energia da Cidade
O grupo de criar um plano para reduzir o consumo de energia da cidade.

09
maio
18

”O progresso nos aprisiona” Pierre Rabhi

É possível realmente fazer a revolução cultivando o próprio jardim, como parece que você propõe?

Cultivar o próprio jardim é um ato político e um ato de resistência. Vivemos em um sistema totalitário que não diz seu nome: as multinacionais impõem as suas regras a toda a sociedade. Esse sistema nega aos cidadãos a possibilidade de serem autônomos. É hora de passar de cidadãos passivos para cidadãos ativos. A ação, ainda que pequena, pode contribuir para uma insurreição global, uma insurreição das consciências. Uma vez que haja essa conscientização, tudo é possível.

Hoje, podemos ler e ouvir por toda a  parte que o mundo vai mal. Mas dizer isso não basta. É preciso propôr uma alternativa para destravar o movimento. É preciso associar o dizer e o agir: o que eu digo eu faço. Se hoje tenho essa credibilidade junto a um certo público, é justamente porque eu não permaneci no espírito doutrinário das coisas e tentei que se pudesse viver de forma diferente: alimentar-se de forma diferente, construir de forma diferente, tratar-se de forma diferente, cultivar de forma diferente.

Como começou a sua trajetória “insurrecional”?

Fui com outras pessoas para a região de Ardèche no início dos anos 1960. Comprei uma fazenda, me formei no ofício de agricultor e em agronomia. Vivemos 13 anos sem eletricidade, com pouquíssima água e uma estrada mal e mal trafegável. A escolha do lugar não respondia apenas a critérios agronômicos. Mas quando descobrimos a beleza daquele lugar, dissemos: “É aqui que queremos viver”.

O essencial para nós era que este lugar nos alimentasse interiormente. Foi este lugar magnífico que nos deu tanta força, tanta coragem e energia. Assim, a nossa escolha não foi racional, mas derivava de uma busca. Estávamos em uma lógica de simplicidade deliberada. Além disso, nos contentamos com trinta cabras, enquanto todo mundo nos dizia que podíamos dobrar o nosso rebanho. Escolhemos a simplicidade como arte de viver.

Às vezes, você diz ter “uma contenda com a modernidade”. O que pretende dizer com isso?

O progresso que nos foi vendido com a modernidade é uma ilusão. Não liberta, aprisiona. Desde a escola materna até a universidade, as pessoas ficam trancadas, todos trabalham em grandes ou pequenas “caixas” e se deslocam fechados em “caixas” (os carros). Depois, colocam-se os idosos em caixas para velhos à espera de da última caixa. O percurso de vida passa de um aprisionamento a outro com o mesmo sininho: “liberdade”, “liberdade”.

Mas onde está essa famosa liberdade? Para mim, eu a encontrei na simplicidade e na sobriedade, e não no “sempre mais” que está na base da ideologia moderna do progresso e que nos destrói, assim como destrói o planeta. Na minha campanha de 2002, fui o primeiro a pôr em discussão a ideia de crescimento econômico. A verdadeira provocação hoje é falar de decrescimento, evocar a possibilidade de rever as nossas atividades de modo a responder às nossas necessidades legítimas e reduzir a margem do supérfluo.

É preciso pôr em primeiro plano a tradição, contra o progresso?

É uma pena que tradições magníficas tenha se perdido. Isso realmente me desagrada. Eu trabalhei em Cévennes, por exemplo, onde conheci o que restava da verdadeira vida rural. Eu vivia com camponeses simples e tranquilos. O seu ritmo era cadenciado pelas estações. Estavam em osmose com a natureza. Além disso, você já percebeu? O agricultor não corre quase nunca e, quando corre, é desajeitado.

Por quê? Porque, em alguns aspectos, ele é regulado pela cadência da própria vida. Ele sabe muito bem que não se pode acelerar a frutificação de uma árvore. Você pode até se agitar, mas a macieira não lhe dará as suas maçãs antes de quando decidiu dá-las. Essa cadência eterna data das origens da humanidade. Com o mundo moderno, chegou a pressa, a aceleração, a velocidade e aquele ditado surpreendente que nos diz que “tempo é dinheiro”.

Mas é realmente possível viver não de acordo com o ideal de modernidade?

Eu não defendo uma recusa radical da modernidade. O que eu reivindico é o direito ao inventário. E o mínimo que podemos dizer é que ele faz pensar. Hoje, as pessoas estão em superatividades, olham continuamente para as horas, tudo deve acontecer às pressas. De que servem as máquinas que inventamos? Certamente, não para aliviar as nossas vidas. Eu também possuo um carro e não uso velas para iluminação. Mas refletamos por um momento: todo o sistema moderno ruiria se não houvesse mais eletricidade ou combustível. O pequeno agricultor de Burkina Faso, ao contrário, continuará trabalhando a sua terra tranquilamente.

Nós nos tornamos dependentes das máquinas que criamos. Estamos continuamente na frente das nossas telas, com aquela necessidade permanente de estarmos “conectados”. E essa dependência começa cada vez mais cedo. Até mesmo antes de tomar consciência da vida e de si mesma, a criança já está no virtual. Queima etapas fundamentais na sua relação com a matéria, com o tangível. Essa desvitalização precoce terá consequências. Estamos confundindo comunicação e relação. Que paradoxo: os instrumentos de comunicação fazem com que cada um fique em sua própria casa. Se existem extraterrestres, estou certo de que dizem entre si: “São superdotados, mas estúpidos”.

Você foi muçulmano e depois cristão. Como a religião inspirou o seu pensamento?

Provavelmente, participou de alguma forma. A personalidade de Jesus, daquele homem nascido na Palestina e que prega o amor como a maior força que pode existir, me marcou muito. Mas adquiri um grande respeito pelas minhas duas religiões. Quando me interessei pela natureza e me tornei ecologista, entrei no mundo do grande mistério da vida. Às vezes, eu digo às pessoas: peguem uma semente de tomate, coloque-a na palma da sua mão e medite. Diga-se que há toneladas de tomates nessa semente. Há algo de incrível.

Neste momento, estou escrevendo o prefácio de um livro sobre agroecologia, onde parto da teoria de Lavoisier que diz que “nada se cria, nada se perde, tudo se transforma”. Isso me causa problemas. Se nada se cria, então não há criador. Mas quando observo com amor e atenção a natureza e a vida, e medito sobre elas, não chego a concluir de que não há inteligência por trás de tudo isso. Inteligência e benevolência. Ora, eu não tenho respostas para essas perguntas. O que define Deus é o silêncio. Você pode sentir a sua presença profundamente. Com relação ao resto…

O que a atual crise econômica lhe inspira?

É preciso pôr-se de acordo sobre o que significa a palavra “economia”. Hoje, parece que a economia consiste em buscar a melhor forma de fazer o máximo de lucro. E, partindo dessa definição, o planeta se torna uma jazida de recursos que devem ser transformadas em dólares. Se hoje há uma crise, é porque o dinheiro se tornou a única unidade de medida comum. Decretou-se que os países ricos em dólares ou em euros são os mais avançados economicamente. Que absurdo! Tirou-se da economia tudo o que não se traduz em dinheiro. Uma mãe de uma família que se ocupa do seu filho e os milhares de gestos que fazemos todos os dias nunca são levados em conta como parte da economia. Por quê?

Reflita por um instante sobre o incomensurável absurdo de uma frase como: “Neste país, as pessoas vivem com menos de um dólar por dia”. Conheço vilarejos inteiros de 200 ou 300 habitantes que, todos juntos, não possuem mais do que 100 euros. Às vezes é trágico. Mas às vezes não. Essas pessoas vivem. Vivem das suas terras, do seu “saber-fazer”, do seu esforço pessoal ou mesmo das sementes que possuem. É isso que lhes faz viver, não os dólares. O sistema econômico atual criou muito mais precariedade – tanto econômica, quanto psicológica ou espiritual – do que suprimiu. Para sair desse sistema, é preciso que a sociedade civil ponha em ação uma economia relocalizada, uma microeconomia que mobilize o máximo de pessoas de um determinado território.

Mas um número crescente de pessoas parece se preocupar com o ambiente, começa a comer produtos orgânicos… Isso deveria tranquilizá-lo.

De fato, é sempre uma alegria saber que muitos dos nossos concidadãos optam por comer de forma diferente, embora isso continue sendo anedótico com relação ao que está em jogo. No entanto, é preciso continuar. Além disso, se lançamos a campanha “Todos os candidatos de 2012 com o Movimento dos Colibris” (www.colibris-lemouvement.org), é justamente para trazer para exaltar e evidenciar essas iniciativas criativas que podem parecer limitadas no início. Muitas pessoas demonstram que é possível se alimentar de forma diferente, aprender de maneira diferente, educar de forma diferente… É o princípio do fermento. Quando fazemos pão, colocamos uma pequeníssima quantidade de fermento, mas ele se desenvolve de forma extraordinária. Acredito profundamente que essas iniciativas podem desempenhar um papel na mudança das nossas sociedades.

Uma vida

  • 1938 – Nascimento de Pierre Rabhi em um oásis do sudeste argelino. Aos cinco anos de idade, foi confiado a um casal de europeus.
  • 1960 – Sai de Paris para se estabelecer em uma fazenda em Ardèche. Forma-se em agricultura e se opõe à lógica produtivista.
  • 1972 – Descobre a agroecologia, ou seja, como associar produção agrícola, proteção e regeneração ambientais. Ele aplica esse saber adquirido em sua fazenda e o transmite desde o fim dos anos 1970 em todo o mundo.
27
mar
18

Depois Dos 40 Anos Não Há Depois, É Tudo Agora

Depois dos 40 anos, o pensamento feminino muda, desembaraça. O sexo não é mais performance, exaustão, é fazer o que se gosta e do jeito que gosta. É aproveitar dez minutos com a intensidade de uma noite inteira, é reconhecer o rosto do próprio desejo no primeiro suspiro, é optar pela submissão por puro prazer, sem entrar na neurose da disputa ou do controle.

A mulher de 40 não diminui o ritmo da intimidade. Pode ler um livro com a intensidade de uma transa. Pode assistir um filme com a intensidade de uma transa. Pode conversar com a intensidade de uma transa. Ela não tem um momento para a sensualidade, a sensualidade é todo momento.

Tomar o café da manhã não é apenas um desjejum, tem a sua identidade, o seu ritual, um refinamento da história de seus sabores. Tomar o café da manhã com uma mulher de 40 anos é participar de sua memória, de suas escolhas.

Ela não precisa mais provar nada. Já sofreu separações, e tem consciência de que suporta o sofrimento. Já superou dissidências familiares, e tem consciência de que a oposição é provisória. Já recebeu fora, deu fora, entende que o amor é pontualidade e que não deve decidir pelo outro ou amar pelos dois.

A mulher de 40 anos, cansada das aparências, cometerá excessos perfeitos. É mais louca do que a loucura porque não se recrimina de véspera. É ainda mais sábia do que a sabedoria porque não guarda culpa para o dia seguinte.

A beleza se torna também um estado de espírito, um brilho nos olhos, o temperamento. A beleza é resultado da elegância das ideias, não somente do corpo e dos traços físicos.

Encontrou a suavidade dentro da serenidade. A suavidade que é segurança apaixonada, confiança curiosa.

O riso não é mais bobo, mas atento e misterioso, demonstrando a glória de estar inteira para acolher a alegria improvisada, longe da idealização, dentro das possibilidades.

Não existe roteiro a ser cumprido, mapa de intenções e requisitos.

Há a leveza de não explicar mais a vida. A leveza de perguntar para se descobrir diferente, em vez de questionar para confirmar expectativas.

Ser tia ou mãe, ser solteira ou casada não cria angústia. Os papéis sociais foram queimados com os rascunhos.

A mulher de 40 é a felicidade de não ter sido. É a felicidade daquilo que deixou para trás, daquilo que negou, daquilo que viu que era dispensável, daquilo que percebeu que não trazia esperança.

Seu charme vai decorrer mais da sensibilidade do que de suas roupas. O que ilumina sua pele é o amor a si, sua educação, sua expressividade ao falar.

A beleza está acrescida de caráter. Do destemor que enfrenta os problemas, da facilidade que sai da crise.

A beleza é vaidosa da linguagem, do bom humor. A beleza é vaidosa da inteligência, da gentileza.

Depois dos 40 anos não há depois, é tudo agora.

 

Fonte

30
jan
18

SISTEMA OPERACIONAL DO CASAMENTO

Atenção para os casados...

Prezado Técnico,

Há um ano e meio troquei o programa [Noiva 1.0] pelo [Esposa 1.0]
e verifiquei que o Programa gerou um aplicativo inesperado
chamado [Bebê.exe] que ocupa muito espaço no HD.

Por outro lado, o [Esposa1.0] se auto-instala em todos os outros programas
e é carregado automaticamente assim que eu abro qualquer aplicativo.

Aplicativos como [Noite_De_Farra 5.0] ou [Domingo_De_Desenhos 2.8], não
funcionam mais, e o sistema trava assim que eu tento carregá-los novamente.


Além disso, de tempos em tempos um executável oculto (vírus) chamado [Sogra
0.6] aparece, encerrando Abruptamente a execução de um comando.

Não consigo desinstalar este programa. Também não consigo diminuir o
espaço
ocupado pelo [Esposa 1.0] quando estou rodando meus aplicativos preferidos.


Sem falar também que o programa [Sexo 8.1] sumiu do HD.

Eu gostaria de voltar ao programa que eu usava antes, o [Noiva 1.0], mas o
comando [Uninstall.exe] não funciona adequadamente.

Poderia ajudar-me? Por favor!

Ass: Usuário Arrependido


RESPOSTA:

Prezado Usuário,

Sua queixa é muito comum entre os usuários, mas é devido, na maioria das
vezes, a um erro básico de conceito: muitos usuários migram de qualquer
versão [Noiva 1.0] para [Esposa 1.0] com a falsa idéia de que se trata de
um aplicativo de entretenimento e utilitário.

Entretanto, o [Esposa 1.0] é muito mais do que isso: é um sistema
operacional completo, criado para  controlar todo o sistema!

É quase impossível desinstalar [Esposa 1.0] e voltar para uma versão [Noiva
1.0], porque há aplicativos criados pelo [Esposa 1.0], como o [Filhos.dll],
que não poderiam ser deletados, também ocupam muito espaço, e não rodam
sem
o [Esposa 1.0].

É impossível desinstalar, deletar ou esvaziar os arquivos dos programas
depois de instalados. Você não pode voltar ao [Noiva 1.0] porque [Esposa
1.0] não foi programado para isso.

Alguns usuários tentaram formatar todo o sistema para em seguida instalar a
[Noiva Plus] mas passaram a ter mais problemas do que antes.
Leia os capítulos "Cuidados Gerais" referente a "Pensões
Alimentícias" e "Guarda das crianças" do software [CASAMENTO].

Uma das melhores soluções é o comando [DESCULPAR.EXE /flores/all] assim que
aparecer o menor problema ou se travar o programa. Evite o uso excessivo da
tecla [ESC] (escapar).
Para melhorar a rentabilidade do [Esposa 1.0], aconselho o uso de [Flores
9.1], [Férias 3.2] ou [Jóias 5.3].

Os resultados são bem interessantes!
Mas nunca instale [Secretária_De_Minisaia 6.3], [Antiga_Namorada 3.6] ou
[Turma_Da_Bagunça 5.6 ], pois não funcionam depois de ter sido instalado o
[Esposa 1.0] e podem causar problemas irreparáveis ao sistema.

Com relação ao programa [Sexo 8.1], esqueça! Esse roda quando quer.

Se você tivesse procurado o suporte técnico antes de instalar o
[ Esposa1.0] a orientação seria: NUNCA INSTALE O [ESPOSA 1.0] sem ter a
certeza de que é capaz de usá-lo!
30
jan
18

DESABAFOS DE UM BOM MARIDO – Luís Fernando Veríssimo 

Minha esposa e eu temos o segredo pra fazer um casamento durar:
duas vezes por semana, vamos a um ótimo restaurante, com uma comida gostosa, uma boa bebida, e um bom companheirismo. Ela vai às terças-feiras, e eu às quintas.

Nós também dormimos em camas separadas. A dela é em Fortaleza e a minha em São Paulo.

Eu levo minha esposa a todos os lugares, mas ela sempre acha o caminho de volta. Perguntei a ela onde ela gostaria de ir no nosso aniversário de casamento. ‘Em algum lugar que eu não tenha ido há muito tempo!’ ela disse. Então eu sugeri a cozinha.

Nós sempre andamos de mãos dadas. Se eu soltar, ela vai às compras.

Ela tem um liquidificador elétrico, uma torradeira elétrica, e uma máquina de fazer pão elétrica. Então ela disse: ‘Nós temos muitos aparelhos, mas não temos lugar pra sentar’. Daí, comprei pra ela uma cadeira elétrica.

Lembrem-se, o casamento é a causa número um para o divórcio. Estatisticamente, 100 % dos divórcios começam com o casamento. Eu me casei com a ‘Sra. Certa’. Só não sabia que o primeiro nome dela era ‘Sempre’.

Já faz 18 meses que não falo com minha esposa. É que não gosto de interrompê-la. Mas tenho que admitir, a nossa última briga foi culpa minha. Ela perguntou: ‘O que tem na TV?’ E eu disse ‘Poeira’.

No começo Deus criou o mundo e descansou. Então, Ele criou o homem e descansou. Depois, criou a mulher.
Desde então, nem Deus, nem o homem, nem Mundo tiveram mais descanso.

Quando o nosso cortador de grama quebrou, minha mulher ficava sempre me dando a entender que eu deveria consertá-lo. Mas eu sempre acabava tendo outra coisa para cuidar antes: o caminhão, o carro, a pesca, sempre alguma coisa mais importante para mim. Finalmente ela pensou num jeito esperto de me convencer. Certo dia, ao chegar em casa, encontrei-a sentada na grama alta, ocupada em podá-la com uma tesourinha de costura. Eu olhei em silêncio por um tempo, me emocionei bastante e depois entrei em casa. Em alguns minutos eu voltei com uma escova de dentes e lhe entreguei. ‘ – Quando você terminar de cortar a grama,’ eu disse, ‘você pode também varrer a calçada.’
Depois disso não me lembro de mais nada. Os médicos dizem que eu voltarei a andar, mas mancarei pelo resto da vida’. 

‘O casamento é uma relação entre duas pessoas na qual uma está sempre certa e a outra é o marido…’

30
jan
18

MULHER DE 30

A medida que envelheço e convivo com outras, valorizo
mais ainda as mulheres que estão acima dos 30.
Elas não se importam com o que você pensa, mas se
dispõem de coração se você tiver a intenção de
conversar.
Se ela não quer assistir ao jogo de futebol na tv, não
fica à sua volta resmungando, pirraçando… vai fazer
alguma coisa que queira fazer… E geralmente é alguma
coisa bem mais interessante. Ela se conhece o
suficiente para saber quem é, o que quer e quem quer.
Elas definitivamente não ficam com quem não confiam.
Mulheres se tornam psicanalistas quando envelhecem.
Você nunca precisa confessar seus pecados… elas
sempre sabem…
Ficam lindas quando usam batom vermelho. O mesmo não
acontece com mulheres mais jovens… Por que será,
heim??
Mulheres mais velhas são diretas e honestas. Elas te
dirão na cara se você for um idiota, caso esteja
agindo como um!
Você nunca precisa se preocupar onde se encaixa na
vida dela. Basta agir como homem e o resto deixe que
ela faça…
Sim, nós admiramos as mulheres com mais de 30 anos!
Infelizmente isto não é recíproco, pois para cada
mulher com mais de 30 anos, estonteante, bonita, bem
apanhada, sexy, e bem resolvida, existe um homem com
mais de 30, careca, pançudo em bermudões amarelos,
bancando o bobo para uma garota de 19 anos…
Senhoras, eu peço desculpas por eles: não sabem o que
fazem!
Para todos os homens que dizem: “Porque comprar a
vaca, se você pode beber o leite de graça?”, aqui está
a novidade para vocês: hoje em dia 80% das mulheres
são contra o casamento e sabem por quê? Porque “as
mulheres perceberam que não vale a pena comprar um
porco inteiro só para ter uma lingüiça!”.

Nada mais justo!

Arnaldo Jabor